Pegada de carbono dos bancos. Uma expressão que, até há pouco tempo, víamos raramente em conjunto. Mas o panorama está a mudar depressa.
Cada vez mais instituições financeiras começam a medir o seu impacto ambiental. Porquê? Porque, se não o fizerem, ficarão para trás. Não só em reputação, mas também em competitividade.
Que papel tem um banco em tudo isto? Mais do que se imagina. Mesmo que não produza bens, financia os setores que emitem. E essa é a chave.
Podemos relaxar? Nem por isso. O mercado exige dados. E quem não os tem, perde.
Neste artigo, vamos ver como os bancos podem medir a sua pegada de carbono, porque é importante e como a Dcycle ajuda a tornar o processo gerível.
O que significa a pegada de carbono de um banco?
A pegada de carbono de um banco não vem de chaminés nem de fábricas. Vem de algo mais discreto, mas igualmente poderoso: o seu dinheiro.
Quando financiamos projetos, concedemos crédito ou investimos, associamos essas emissões à nossa atividade. E isso também tem de ser medido.
Não falamos apenas de escritórios ou servidores. A maior parte do impacto vem das operações que financiamos.
Emissões diretas e indiretas: de onde vêm?
As emissões diretas (Âmbito 1) são mínimas nos bancos. Podem resultar de veículos da empresa ou do consumo de energia nos escritórios.
Mas o verdadeiro problema está nas emissões indiretas (Âmbito 3). Incluem as viagens de negócios e, sobretudo, os empréstimos a setores com elevada intensidade carbónica.
São estas emissões indiretas que realmente definem a pegada de um banco. Ignorá-las é ver apenas a ponta do icebergue.
Porque é que os investimentos também contam como emissões
Porque, sem financiamento, muitos projetos não existiriam. E isso tem consequências.
Se financiamos uma central a carvão, mesmo sem a construir, somos em parte responsáveis pelo seu impacto. São as chamadas “emissões financiadas”.
Este tipo de emissão já está a ser medido e a pressão para o reportar aumenta. A sustentabilidade já não é apenas interna: abrange tudo o que o nosso capital ativa.
Porque devem os bancos medir a sua pegada de carbono
Porque já não é opcional. Para competir, temos de compreender e reportar o impacto real das nossas operações.
A regulamentação exige-o, os clientes esperam-no e os investidores valorizam-no.
Medir com rigor ajuda a orientar melhores decisões estratégicas. Permite identificar setores de alto risco, reduzir a exposição a indústrias poluentes e construir carteiras alinhadas com as normas futuras.
Requisitos regulatórios já em vigor (e os que se aproximam)
CSRD, Taxonomia da UE, SBTi, ISO 14064… Se estas siglas não lhe são familiares, é altura de se pôr a par.
A regulamentação exige agora dados concretos, metodologias claras e rastreabilidade. E essa tendência só vai crescer.
Não medir deixou de ser viável. Sem dados, não há relatório. E sem relatório, não há acesso a financiamento, concursos nem confiança do mercado.
Pressão do mercado: clientes e investidores querem dados ESG
Os clientes querem saber para onde vai cada euro que investem. As boas intenções não bastam. Precisam de números.
Os investidores dão prioridade a carteiras com menor risco climático. Isso significa que os bancos têm de medir, gerir e comunicar com clareza a sua pegada ESG.
Sem dados? Sem oportunidades. O mercado já recompensa a transparência e penaliza a opacidade. Mais cedo ou mais tarde, reflete-se nos resultados.
4 benefícios estratégicos de conhecer o impacto climático
1. Melhor gestão do risco financeiro
Saber onde estamos expostos é essencial. Medir as emissões de carbono ajuda a identificar os setores com maior risco climático e a agir de forma proativa.
Não se trata apenas de sustentabilidade: trata-se de proteger a rentabilidade das carteiras e evitar futuros choques regulatórios ou de mercado.
2. Acesso a financiamento mais verde e competitivo
Os critérios ESG já influenciam o acesso ao capital. Os bancos com relatórios de impacto sólidos apresentam um melhor perfil de risco.
Isto traduz-se em melhores condições, novas oportunidades e um posicionamento mais forte junto de reguladores e investidores.
3. Vantagem reputacional junto de clientes e investidores
A transparência e os dados reais geram confiança. E a confiança converte-se em fidelização, investimento e crescimento.
Um banco que compreende e explica o seu impacto destaca-se. Não só pelo cumprimento, mas por saber para onde vai.
4. Alinhamento com quadros e normas globais
CSRD, Taxonomia, SBTi, ISO… já não são etiquetas opcionais. São requisitos para operar em muitos mercados.
Compreender o impacto climático permite ligar os nossos dados a estes quadros de forma eficiente, sem redundâncias nem confusão.
3 grandes desafios na medição da pegada de carbono dos bancos
1. Dificuldade em obter dados fiáveis de terceiros
Os bancos trabalham com muitos clientes, setores e países. Isso torna difícil obter dados consistentes e fiáveis.
E, sem dados de qualidade, a medição fica aquém. Excluir dados fundamentais conduz a uma pegada incompleta.
2. Complexidade metodológica nas emissões financiadas (Âmbito 3)
O Âmbito 3 é a maior dor de cabeça do setor. Concentra a maior parte das emissões e a maior incerteza.
Escolher a metodologia certa, adaptar os dados e evitar duplicações exige tempo, recursos e conhecimento técnico.
3. Falta de ferramentas integradas e específicas para finanças
Demasiadas vezes usamos ferramentas que não foram pensadas para o nosso setor. E nota-se.
São necessárias soluções que reúnam todos os dados ESG e os traduzam em resultados úteis: relatórios, conformidade ou estratégia interna. É assim que deixamos de improvisar.
A Dcycle como solução ESG para o setor financeiro
Medimos, organizamos e transformamos os seus dados ESG em ação estratégica
Reunir dados não chega. O que importa é o que se faz com eles.
Na Dcycle, centralizamos toda a sua informação ESG, organizamo-la e transformamo-la em conclusões claras para que possa tomar decisões com impacto real.
Reduzimos a complexidade técnica e transformamos dados em estratégia. Para saber o que medir, como e porquê.
Ajudamos a cumprir e a comunicar a sustentabilidade
Acompanhamos a regulamentação atual (CSRD, Taxonomia, SBTi, ISO) e a que se aproxima.
Mas vamos além do cumprimento. Damos-lhe os dados certos para comunicar a sua estratégia ESG a clientes, investidores e reguladores.
Tudo num só lugar, sem duplicações nem ferramentas dispersas.
Uma só solução para todos os seus casos de uso ESG
Quer seja o reporte do EINF, da CSRD ou o alinhamento de investimentos com a Taxonomia, pode fazê-lo tudo com a Dcycle.
Somos uma solução abrangente e flexível. Adaptamos os seus dados a diferentes formatos e requisitos, sem ter de recomeçar do zero de cada vez.
Automatizamos cálculos, simplificamos relatórios e damos sentido a todo o processo. Se quer ver como funciona, peça uma demonstração.
Perguntas frequentes (FAQs)
Como se calcula a pegada de carbono de um banco?
Medindo tanto as emissões diretas (como o consumo de energia dos escritórios) como as indiretas (sobretudo as emissões financiadas). O Âmbito 3 é a componente maior.
Que emissões se incluem no Âmbito 3 dos bancos?
Empréstimos, investimentos, financiamento de projetos, viagens de negócios, serviços externos: tudo o que não controlamos diretamente, mas que permitimos com o nosso capital.
Que regulamentos obrigam os bancos a medir a pegada de carbono?
A CSRD, a Taxonomia da UE, os quadros da SBTi e as normas ISO 14064 já definem expectativas. Os requisitos crescem depressa.
O reporte da pegada de carbono é obrigatório em Portugal ou na Europa?
Sim, para muitas instituições já é obrigatório. Se ainda não o é para si, será em breve. Mais vale estar preparado do que correr atrás do prejuízo.
Que ferramentas ajudam a simplificar o processo?
A Dcycle permite medir, organizar e transformar todos os seus dados ESG num só lugar. Sem complicações, apenas resultados acionáveis.