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Dupla materialidade na CSRD: como fazer a avaliação

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Dupla materialidade na CSRD: como fazer a avaliação

Photo by Jan Kahanek on Unsplash

Porque é que a dupla materialidade importa

A avaliação de dupla materialidade é a base de todo o seu relatório CSRD. Determina que temas ESRS tem de divulgar e, por consequência, que pontos de dados precisa de recolher.

Se a fizer bem, concentrará o esforço de reporte no que realmente importa. Se a fizer mal, arrisca-se a reportar em excesso (desperdiçando recursos) ou a reportar de menos (e enfrentar o escrutínio dos reguladores).

As duas dimensões

Materialidade de impacto

A materialidade de impacto olha para fora: como afeta a sua empresa as pessoas e o ambiente? Isto inclui:

  • As operações diretas (emissões de âmbito 1 e 2, segurança no trabalho)
  • Os impactos na cadeia de valor (práticas laborais dos fornecedores, fim de vida dos produtos)
  • Tanto os impactos reais (que já estão a acontecer) como os potenciais (que poderão acontecer)

Materialidade financeira

A materialidade financeira olha para dentro: como criam as questões de sustentabilidade riscos ou oportunidades para a sua empresa? Considere:

  • Os riscos físicos (fenómenos climáticos que perturbam as operações)
  • Os riscos de transição (preço do carbono, alterações regulatórias)
  • As oportunidades (novos mercados, poupança de custos graças à eficiência)

Processo passo a passo

1. Mapeie as suas partes interessadas

Identifique as partes interessadas internas e externas que podem contribuir para a sua avaliação:

  • Internas: membros do conselho de administração, responsáveis de departamento, equipa de sustentabilidade, representantes dos trabalhadores
  • Externas: investidores, clientes, fornecedores, reguladores, comunidades locais, ONG

2. Crie a sua lista longa de temas

Comece por todos os temas ESRS (E1 a E5, S1 a S4, G1) e respetivos subtemas. Para cada um, reúna evidências de potencial materialidade a partir de:

  • Referências setoriais e relatórios de pares
  • Análise do panorama regulatório
  • Registos internos de risco
  • Opinião das partes interessadas e inquéritos

3. Pontue e priorize

Avalie cada tema nas duas dimensões com uma metodologia de pontuação consistente:

  • Impacto: gravidade (escala, âmbito, carácter irremediável) × probabilidade
  • Financeira: magnitude do efeito financeiro × probabilidade

4. Defina limiares e selecione os temas materiais

Defina limiares claros para o que é “material” em cada dimensão. Um tema é material se atingir o limiar em qualquer uma das dimensões, não precisa de ambas.

5. Documente e valide

A metodologia de avaliação, os critérios de pontuação e o processo de envolvimento das partes interessadas têm de estar documentados. Esta documentação será revista pelo seu auditor.

Armadilhas comuns

  • Saltar o envolvimento das partes interessadas: os reguladores esperam uma consulta genuína, e não apenas um exercício de secretária
  • Confundir as dimensões da materialidade: a materialidade de impacto e a financeira avaliam-se separadamente
  • Definir limiares demasiado altos: arrisca-se a excluir temas que deveriam ser reportados
  • Não envolver a liderança: o conselho de administração tem de compreender e aprovar a seleção final de temas

Como a Dcycle ajuda

A Dcycle oferece fluxos de trabalho guiados para a sua avaliação de dupla materialidade, incluindo modelos de inquéritos às partes interessadas, matrizes de pontuação e o mapeamento automático dos temas materiais para os pontos de dados ESRS exigidos.

Precisa de ajuda com a sua avaliação de dupla materialidade? Peça uma demonstração e veja como a Dcycle o orienta ao longo do processo. Consulte também a nossa solução para a CSRD.

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Como vai ser a sua sessão

  1. 01 Conta-nos o que lhe pedemClientes, auditores ou bancos: que dados e para quando. 0–5 min
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